sábado, 13 de julho de 2013

Resenha: O Raio Verde

    Hei alle!

    Hoje é dia de resenha extra!

    A leitura de O Raio Verde foi escolhida para cumprir o Desafio Literário 2013 do mês de julho - título com cor ou cores.




    Título: O Raio Verde
    Autor: Júlio Verne
    Editora: Melhoramentos
    Formato: paperback
    Edição: 1ª - abril de 2005
    Qde páginas: 126
    Idioma: português 





 Resenha:

     Este livro é uma obra de Júlio Verne não tão conhecida e que mostra uma outra vertente do autor, a de romancista.
    A história é leve e ambientada na Escócia do fim do século XIX. Antes de aceitar falar sobre casamento, a Srta. Campbell impõem aos seus tios e tutores, Sr. Sam e Sr. Sib Melvill, o desejo de primeiro ver o Raio Verde.
    Esse é um fenômeno, difícil de ser apreciado, ocorre quando o último raio de sol poente aparece num horizonte de céu límpido e mar tranquilo. Esse acontecimento é ainda cercado por uma lenda escocesa.

     "... o mérito do Raio Verde é fazer com que aquele que o vê nunca mais se engane nos assuntos ligados aos sentimento. (...)" - pág. 19

     Os tios, acostumados a viver em função da felicidade da sobrinha, rapidamente são um jeito de unir esse desejo da garota a tentativa de fazê-la se aproximar do pretendente que eles tem em mente, o Sr. Aristobulus Ursiclos.
    A aventura nessa história fica por conta da caça a melhor condição para se observar o Raio Verde, que se esconde por trás de céus nublados, ilhas previamente desconhecidas ou incidentes aleatórios.
    Durante essa busca, não só a Srta. Campbell, como também seus tios, os Srs. Melvill, passam a conhecer melhor a personalidade do Sr. Ursiclos, e a jovem aprende a enxergar melhor os anseios do próprio coração.
    O Raio Verde é uma bonita história. 
    A edição que possuo tem ainda belas figuras, reproduções das ilustrações do original francês, desenhadas por L. Benett.


   Avaliação: 3 livros!




    Valeu a pena lê-lo!

    Ha det!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Acúmulo de leituras

    Hi hi!

    Acho que eu nunca tinha enfrentado esse problema antes, estou com tanta coisa pra ler num mesmo período que estou ficando zonza!
    Estou com três livros começados: Wild Cards - que praticamente não pego mais, Life of Pi - que comecei no finzinho de junho pra cumprir o Desafio Literário e que não consegui terminar a tempo, e The Call of Agon - livro que recebi pelo giveaways do GoodReads e é da categoria first-reads do site, ou seja estou lendo um livro recém lançado e quero muito terminá-lo pra fazer resenha.
    Só que como estou participando do Desafio Literário 2013 tem que tentar cumprir os desafios mensais, e hoje resolvi começar a ler O Raio Verde, de Júlio Verne, para completar a tarefa de ler um título que tem cor. 
    Agora acabo de descobrir que o sistema de empréstimos de livros pelo Kindle não só funciona, como tenho um prazo definido até quando fico com o livro disponível, então tenho 14 dias para ler The Yellow Line, também escolhido pensando no Desafio.
    Fora que hoje, também, comprei um romance água com açúcar, desses de banca de jornal, na esperança de conseguir começar a ler em norueguês. Mas esse não vou começar nem tão cedo pelo visto.
    
    Confusão total!! 5 livros na fila do "lendo agora"!!!
    Como será que vou terminar essas leituras? Vai ter personagem interferindo na história do outro, ai ai...

    O lado bom é que mesmo morando tão longe da minha língua mãe estou conseguindo me virar muito bem em arranjar novos títulos para ler aqui na Noruega.

    Espero que a fila de livros de vocês esteja tão concorrida quanto a minha. Afinal melhor do que ler é ter um montão de livros pra ler. :)

    Ha det!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Aprendendo Norueguês - Bokmål

    Hei alle!

    A Noruega é um país diferente e intrigante. A cultura e o dia a dia eu acho bem diferentes das do Brasil, e ao mesmo tempo que várias coisas me causam estranhamento, eu fico intrigada porque a maioria delas parece funcionar muito bem por aqui.
    Um dos grandes desafios em morar aqui é a língua, sem dúvida. Sim, é verdade que a grande maioria dos noruegueses, principalmente os da geração dos meus pais pra frente, falam inglês, e até muito bem, mas não se iludam, depois que você deixa de ser turista, a aceitação na sociedade passa sim por você saber ao menos arranhar o norueguês.
    Você pode trabalhar numa empresa onde se fala comumente o inglês, conhecer e se relacionar com estrangeiros e até noruegueses usando o inglês, mas vai tentar fazer alguma coisa mais formal, ter uma emergência, ou mesmo se aproximar mais dos nativos, tudo esbarra no norueguês.
    Conhecer o suficiente da língua nativa para poder me virar e não me sentir uma analfabeta no país sempre foi um dos meus objetivos quando resolvi mudar pra cá.
    Na Noruega são duas as línguas oficiais, o Bokmål, e o Nynorsk, e em alguns estados o Sámi, língua do "folkegruppe" que originalmente ocupava o norte da Escandinávia, também é reconhecido como oficial. Além disso o país é recheado de dialetos e sotaques variados.

    Na região de Oslo, a língua mais difundida é o Bokmål, e é esta que estou aprendendo. Porém o Nynorsk também é ensinado em alguns cursos para estrangeiros. Hoje apresentarei os livros com os quais eu estudo.

    Baseando-se na estrutura Common European Framework of Reference for Languages (CEFR), o os cursos de norueguês normalmente começam no nível A1 e vão até o nível B2. Na escola que frequento esses níveis são ensinados com os livros På Vei, Stein på Stein e Her på Berget. E, tem um curso só de gramática que utiliza o livro Norsk Grammatikk.


     O På Vei abrange os níveis CEFR A1 e A2.
 
 

    Título: På Vei
    Autores: Elisabeth Ellingsen & 
                    Kirsti Mac Donald
    Editora: Cappelen Damm As
     Volumes: livro texto e livro de exercícios
    Edição: 2004
    Idioma: norueguês - bokmål
    Link da editora: På Vei - 2004
    Link exercícios: På Vei - extra




    No segundo semestre do ano passado foi lançada a nova edição do livro, que esse ano já começou a ser utilizada nos cursos.


    Título: På Vei
    Autores: Elisabeth Ellingsen & 
                    Kirsti Mac Donald
    Editora: Cappelen Damm As
     Volumes: livro texto e livro de exercícios
    Edição: 2012
    Idioma: norueguês - bokmål
    Link da editora: På Vei - 2012






      O Stein på Stein abrange os níveis CEFR B1.



     Título: Stein på Stein
    Autores: Elisabeth Ellingsen & 
                    Kirsti Mac Donald
    Editora: Cappelen Damm As
     Volumes: livro texto e livro de exercícios
    Edição: 2005
    Idioma: norueguês - bokmål
    Link da editora: Stein på Stein - 2005
    Link exercícios: Stein på Stein - extra





       E, o Her på Berget abrange os níveis CEFR B2.


 
    Título: Her på Berget
    Autores: Elisabeth Ellingsen & 
                    Kirsti Mac Donald
    Editora: Cappelen Damm As
     Volumes: livro texto e livro de exercícios
    Edição: 2008
    Idioma: norueguês - bokmål
    Link da editora: Her på Berget - 2008
    Link exercícios: Her på Berget - extra




 
    Para quem quer aprofundar ou ter toda a gramática num só volume, existe o Norsk Grammatikk.






    Título: Norsk Grammatikk
    Autores: Kirsti Mac Donald                   
    Editora: Cappelen Damm As
     Volumes: livro teórico e livro de exercícios
    Edição: 2009
    Idioma: norueguês - bokmål
    Link da editora: Norsk Grammatikk - 2009
    Link exercícios: Norsk Grammatikk - extra







 
    De uma maneira geral eu gosto desses livros, mas eles não são voltados para o auto-aprendizado, boa parte da didática deles requer um professor orientando e aprofundando os tópicos, com exceção do livro de gramática.

    Uma funcionalidade legal dos livros é que todos tem um site de exercícios extras pra ajudar na prática.

    Depois aos poucos eu volto com outras dicas sobre o aprendizado do norueguês.

    Ha det!


Nota 1: O Sámi é um grupo étnico com uma cultura e organização social diferente da dos habitantes do resto da Escandinávia. Historicamente era um grupo nômade que habitava a região ao norte da Noruega e Suécia, mas que também chegavam a passar pela Finlândia e pela Rússia.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Resenha: The End of Eternity (O Fim da Eternidade)

    Hei alle!

    A resenha de hoje é sobre um clássico da ficção científica, O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov. Li ele em inglês sob o título The End of Eternity e recomendo muitíssimo a leitura, independentemente do idioma escolhido.


    Título original: The End of Eternity
    Título em português: O Fim da Eternidade
    Autor: Issac Asimov
    Editora: Orb Paperback
    Formato: paperback
    Qde páginas: 255
    Idioma: inglês 





Resenha:


    Esse livro é sensacional!

    No futuro o bem estar da humanidade é observado por um grupo que está fora do espaço-tempo comum, os Eternos. Essa “sociedade” se auto-responsabiliza a cuidar para que o nível de felicidade geral dos homens ao longo dos séculos se mantenha sem grandes flutuações, e para isso eles estudam a realidade e calculam pequenas mudanças que influenciem o suficiente o curso da história humana a fim de que a mesma prossiga em benefício de todos.
     Andrew Harlan é um Eterno, um técnico, e sua função é justamente realizar essas mudanças. Durante um de seus projetos ele conhece uma mulher, Noÿs Lambert, e acaba se apaixonando por ela. Só que com a próxima mudança Noÿs será não só afetada, como deixará de existir! Harlan parte então, numa missão desesperada, infringindo várias leis, para tentar salvá-la da mudança e poder designá-la como companheira.
     Lendo a resenha de capa do livro a impressão que tive era de que a história seria um romance bem escrito com toda a grandeza de uma boa ficção científica. Mas o livro não é só isso. Aliás, o romance representa uma pequena parte da leitura, ainda que importante e principal motivador inicial dos acontecimentos.
     A história é sobre Harlan, como ele virou e vive como um Eterno, como sua mente, mesmo moldada para ser impessoal, é muito humana a ponto de amar, odiar, invejar, duvidar. Os capítulos não são lineares, somos apresentados primeiro a diferentes épocas da vida de Harlan, assim vamos conhecendo o personagem e a estrutura da sociedade na qual ele está inserido.
     Vamos acompanhando-o na sua busca por salvar não só Noÿs, mas sua vida com ela, e nessa empreitada conhecemos a Eternidade. Seus habitantes não são imortais, como homens de alguns séculos pensam, mas ele trabalham em prol da eternidade da raça humana. A sociedade na Eternidade é composta por algo similar a castas, onde cada um é designado para um tipo de serviço, sendo os técnicos e os computadores os mais temidos.
     Por sua posição e conhecimentos diversos, durante sua jornada ele descobre um segredo sobre a Eternidade, e quando é pego na tentativa de salvar Noÿs, ele pensa duas vezes antes de por a primeira em risco.
     A narrativa ganha intensidade na segunda metade do livro, e é onde justamente o título nos convence como uma grande história de ficção científica, como um grande livro. Asimov nos guia pelas maravilhas, dúvidas e paradoxos da viagem no tempo, mas também consegue discorrer sobre a lógica humana de uma forma profunda.



   Avaliação: 5 livros!




    Impressionante!
    
    Ha det!

*Resenha originalmente publicada na minha estante no Skoob: Skoob - resenha JuRodrigues

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Leitura na Noruega: Deichmanske Bibliotek

    Hei alle!

    Como boa aficionada por livros gosto muito de bibliotecas, e de vez em quando faço uma visita a biblioteca municipal de Oslo, a Deichmanske Bibliotek, que é a maior e mais antiga biblioteca pública da Noruega.

    A biblioteca foi aberta em 1785 como o resultado da doação, através de testamento, da coleção de livros do Chancellor Carl Deichman. Sua coleção inicial era de aproximadamente 6000 exemplares e continha, também, livros de literatura em alemão, francês e latim.
    Desde sua inauguração a Deichmanske já passou por várias alterações na forma de funcionamento e na localização de seu acervo, mas ela sempre fez empréstimos gratuitos para a população.
    Atualmente, a Deichmanske Bibliotek tem 16 filiais espalhadas por diversos bairros da cidade e um prédio central que fica nas imediações do centro de Oslo.




    É esse prédio central que fui conhecer primeiro… e fiquei maravilhada! Além de uma infinidade de livros, que por si só já nos deixam, fãs de leitura, boquiabertos, a Deichmanske tem uma estrutura muito legal.
    Lá encontrei várias mesas, cadeiras, poltronas e cantinhos, agrupados e espalhados, nos convidando para sentar e apreciar uma leitura por ali mesmo.
    Essa biblioteca não é um refúgio só para leitores, mas muitos jovens e crianças encontram nela um espaço para estudar; algumas filiais mantêm grupos de estudo orientados durante a tarde, como reforço ou tempo dedicado aos exercícios de casa.


    A leitura na Deichmanske é apreciada não só através de livros, o acervo da biblioteca possui inúmeros jornais nacionais e mundiais, e revistas de vários temas diferentes. Esses itens não estão disponíveis para empréstimos, mas são acessíveis a todos, dentro da biblioteca. No prédio também são disponibilizados computadores com acesso à internet.
    Dentre as várias seções da biblioteca, duas me chamaram mais a atenção: a de livros em línguas estrangeiras e a infanto-juvenil.
    A Deichmanske possui livros em aproximadamente 40 idiomas! No prédio matriz eu vi livros em tantas línguas, algumas mais familiares, como espanhol, inglês, italiano e o nosso querido português, mas também vi outros em idiomas que não são tão próximos de nós, passando por alemão, polonês, chinês e vietnamita. Um mundo numa sala!

    A outra seção que me encantou, a infanto-juvenil, é um sonho, que quem sabe um dia eu veja realizado em nossas bibliotecas brasileiras.
    Os jovens têm uma seção separada e espaçosa só para eles, apesar de os adultos não serem proibidos de entrar, com espaço para brincar, ler, navegar na internet, fazer roda para ouvir alguém contar uma história, e até mesmo para jogar videogame. É isso mesmo, algumas filiais têm videogame disponível para a criançada se divertir, e de vez em quando rola até campeonato.


    O acervo para empréstimos conta, também, com uma seleção considerável de audio-books e de DVDs de filmes variados.
    A pesquisa das obras do acervo pode ser feita num dos terminais do prédio ou pelo catálogo online no site da biblioteca. E, para retirar a sua escolha, é só passar num dos pontos de autoatendimento: basta selecionar a opção de empréstimo (låne), passar a carteirinha de associado no leitor de cartão, digitar senha, aproximar o item da parte de cima da mesa (área cinza – ver foto abaixo) e pronto, o computador identifica o item e fornece o comprovante com a data de retirada e o prazo de devolução. Simples e incrível! 


    Bem, já falei de várias coisas legais e de que gostei, mas o sentimento com que fiquei nas minhas, ainda poucas, visitas a essa biblioteca é de que, acima de tudo, nela se valoriza, estimula e acolhe a leitura e a cultura, a convivência entre gerações, além de estilos e línguas distintas. Me senti num gostoso refúgio.

    Ha det!

*Esse texto foi publicado originalmente em 16/12/2012 na Coluna Correspondentes Internacionais do site Sobre Livros.