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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Li: Star Wars - Dark Force Rising

    Olá!

    Hoje escreverei sobre o que achei do meu segundo livro lido do universo estendido de Star Wars.



Título: Dark Force Rising (O Despertar da Força Negra)
Série: Trilogia Thrawn - livro 2
 Autor: Timothy Zahn
Editora: Bantam Spectra
Formato da edição: paperback
Qde páginas: 440

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (book from a serie);
TBR Pile Reading Challenge 2014;
2014 Science Fiction Reading Challenge ;


Enredo:


    Dark Force Rising é o segundo volume da trilogia Thrawn e continua a história praticamente de onde Heir to the Empire a deixou.
    O Grande Almirante Thrawn, o mais astuto e implacável warlord (senhor da guerra) do moribundo Império, está no comando da remanescente frota imperial e lançou uma intensa campanha visando a destruição da Nova República. Enquanto isso, nossos heróis se dividem, Han e Lando correm contra o tempo para encontrar algo que prove ou refute uma traição vinda de dentro do alto conselho republicano; Leia se arrisca a cumprir uma promessa que pode render novos aliados, mesmo correndo imenso risco no processo; e, Luke vai em busca do mestre jedi que aparentemente sobreviveu a todos esses anos de hegemonia do Império.
    A recém e frágil nova república corre sérios riscos, tanto internos quanto externos. Traições, tentativas de golpes e rumores de uma frota perdida ameaçam a implementação dos ideais republicanos na galáxia.

"Wedge keyed off and rolled out of bed, feeling a stirring of old excitement. He'd seen a lot of action in the decade he'd been with the Rebellion and New Republic; a lot of flying, a lot of fighting. But somehow, the missions he remembered as being the most interesting always seemed to be the ones where Luke Skywalker was also involved. He wasn't sure why; maybe Jedi just had a knack for that" - pag. 395 


Minhas impressões:

    Este é um ótimo segundo livro! Ele traz desenvolvimento de personagens e de história, conseguindo ter um bom ritmo, introduzir novos elementos ao universo, se aprofundar na motivação de alguns personagens e apresentar trechos empolgantes, enquanto nos faz acreditar que realmente estamos lendo Star Wars.

    Os capítulos alternados entre os vários pontos de ação da história, aqui fazem um belo trabalho, pois a narrativa ganha dinamismo sem deixar de ter uma boa quantidade de detalhes. E nesses detalhes a história é conectada com os acontecimentos ocorridos na série cinematográfica, ou é explicada e enriquecida.
    Apesar de dinâmico, o fluxo de acontecimentos não tem um ritmo desenfreado, o que caiu bem para o desenvolvimento que a trama precisava ter e teve. As ações estão aqui, as lutas e fugas também, e por várias vezes sua animação dispara com elas, só que ler algumas revelações enquanto elas vão sendo descobertas, ou ir entendendo o estilo de ação de um ou outro personagem também representa uma parte bem satisfatória da experiência.

    Então é fácil entender porque gostei tanto de ter capítulos específicos mostrando os acontecimentos em torno do Grande Almirante Thrawn, seu poder de análise e dedução são poderosos, assim como seu raciocínio frio e forte. Han tem bons momentos, onde podemos ver um pouco mais do lado inteligente e diplomático dele. 
    Personagens até então secundários como Mara, Karrde e Fey'lya, ganham vida e corpo neste volume, enquanto C`baoth por exemplo continua um pouco misterioso e pouco explorado. Luke continua mostrando amadurecimento como jedi mas a estrela do livro pra mim foi Leia. Não é dela a maioria da narrativa, mas os capítulos focados nela são muito bons. Fiquei encantada com a forma que ela lidou uma situação dificílima no começo do último quarto do livro. Uma verdadeira princesa que tem a Força com ela.

 "And he (Han) remembered, too, the wrenching realization he'd had at that same time; that no matter how much he tried, he would never be able to totally protect her (Leia) from the dangers and risks of the universe. Because no matter how much he might love her - no matter how much he might give of himself to her - she could never be content with that alone. Her vision extended beyond him, just as it extended beyond herself, to all beings of the galaxy.
And to take that away from her, whekther by force or even persuasion, would be to diminish her soul. And to take away part of what he'd fallen in love with in the first place." - pag.65

    Marquei tantas passagens nesse livro, me empolguei, surpreendi e degustei tanto que não tinha como eu dar uma pontuação menor pra ele.


    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Resenha: Scarlet

    Hei alle!!

    Estou escrevendo essa resenha logo após ter acabado de terminar a leitura de Scarlet, então se ela não fizer muito sentido não reparem, será tudo culpa do meu lado fangirl ainda empolgado!


    The Lunar Chronicles é uma série que tem recebido muita atenção dos leitores tanto no estrangeiro quanto no Brasil, praticamente todo mundo que eu ouço comentar sobre esses livros gosta muito deles. Então foi com expectativa lá em cima que li Cinder. Eu gostei do primeiro livro, dei 4,5 estrelas (veja minha resenha aqui), mas confesso que faltou algo nele para que eu entrasse para o grupo de fãs. Pois bem, esse "algo a mais" aparece de sobra em Scarlet.



Título: Scarlet
Série: The Lunar Chronicles - book 2
 Autor: Marissa Meyer
Editora: Puffin Books 
Formato da edição: paperback
Qde páginas: 452

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (best read so far 2014);
TBR Pile Reading Challenge 2014 

Minhas impressões:
    
    Os eventos de Scarlet começam logo depois dos acontecimentos do fim de Cinder, só que agora outros personagens aparecem, novos protagonistas e tramas, e aos poucos essa nova linha vai convergindo para a linha de eventos dos personagens do primeiro volume.

     Scarlet é uma adolescente que foi criada por sua avó numa fazenda afastada de Paris, e a conhecemos quando ela está preocupadíssima com o desaparecimento dessa sua avó. A polícia não tem pistas sobre o que aconteceu mas Scarlet não admite a possibilidade de que Michelle Benoit simplesmente fugiu. Algo deve ter acontecido a ela.

     Uma cadeia de eventos vai sendo desencadeada e Scarlet entra em ação para perseguir toda e qualquer pista que possa levá-la ao paradeiro de sua avó. Nessa jornada intensa e curta vamos conhecendo com ela novos personagens, a maioria cruel. Mas um desses, ah... Wolf ganhou meu coração! Rsrsrss.
    Wolf é um lutador de brigas de rua, forte, ágil, implacável, lindo e perigoso. Tentando mudar de vida ele cruza o caminho de Scarlet e algo nela desperta um singelo interesse nele. Contudo, sua natureza selvagem ao mesmo tempo que pode a ajudar pode também a colocar em grande perigo.



    Cuidado, o próximo parágrafo pode conter um pequeno spoiler, nada grande, mas para quem não quer arriscar é só pular o trecho em azul.

    Cinder começa esse livro numa enrascada, e quanto mais ela tenta se livrar disso pior o cenário vai ficando. Descobrir a verdade é mais difícil e complicado do que ela jamais imaginou. Mas a personagem apesar de ainda ter algumas reações impetuosas e imaturas começa a perceber e a crescer com suas novas capacidades e responsabilidades.

    Pronto, a partir daqui volta a ser seguro ler. :)



    Esse segundo volume é cheio de informações, ganhamos uma visão um pouco mais ampla do que realmente está acontecendo nesse mundo, o peso da situação atual e como cada movimento pode ser fatal mais ao mesmo tempo inevitável. 
    A leitura flui rapidamente, criando clímax atrás de clímax e ainda assim sendo capaz de desenrolar algumas tramas. As últimas 100 páginas me deixaram gesticulando, arfando, rindo e torcendo alucinadamente, como só boas histórias nos fazem.

    Se você ainda está na dúvida se essa série merece toda essa atenção, que tal a experimentar. Garanto que você vai se divertir e provavelmente se envolverá com o futuro desses personagens.


    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Resenha: Harry Potter and the Chamber of Secrets

    Hei alle!

    Hoje vim contar pra vocês um pouquinho do que achei de Harry Potter and the Chamber of Secrets.


    Como eu contei na resenha de Harry Potter and the Sorcerer's Stone estou relendo a série e dessa vez em inglês.


Título: Harry Potter and the Chamber of Secrets
Série: Harry Potter - book 2
Autora: J. K. Rowling
Editora: Arthur A. Levine Books 
Formato: hardcover
Qde páginas: 341
Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series reread)
Full House Reading Challenge 2014 (set in different country from you)


Minhas impressões:

    Esse é o primeiro verão que Harry passa na casa dos Dursley depois de descobrir que é um bruxo, e sua frustração não podia ser maior. Seus tios e primo o restringem ainda mias e a falta de contato com seus amigos faz com o garoto fique bem pra baixo.
    Só que ao contrário do que Harry pensa, ele não foi esquecido pelos amigos sejam eles conhecidos ou não. E é o clima de amizade e aventura que ditam praticamente todos os acontecimentos do segundo ano dele no mundo bruxo.


    Hogwarts tem um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, novos alunos e um novo (velho) mistério.  
    Vamos descobrindo novas facetas desse mundo mágico, conhecendo melhor alguns personagens enquanto alguns novos trazem leveza para a história, como é o caso do Dobby e do Lockhart.
    J. K. Rowling consegue criar um livro mais focado no dia a dia de Harry sem deixar a história entediante. Mas também o que esperar de um ano letivo em Hogwarts? Partidas eletrizantes de Quidditch, embates com Malfoy, visitas a Hagrid, festas e banquetes, encrencas e detenções, mistério e ataques, passeios noturnos e muito mais.
 ""I never thought I'd see the day when you'd be persuading us to break rules," said Ron." - pag. 166 - Ron falando sobre a Hermione
     Com esse foco mais na rotina nós leitores vamos conhecendo melhor o Harry como pessoa, o que lhe apreende, qual é a sua lógica (ou falta dela) que o leva a se meter em tantas aventuras perigosas, quais são as pequenas coisas que o ligam de maneira tão profunda a seus amigos. Não ele não é um herói, ele quebra regras demais, mas no fundo ele tem um bom coração e uma vontade enorme de lutar pelo o que ele acha certo e pelos seus amigos.
   
    Posso dizer ainda que ri muito com esse livro. Existem tiradas ótimas por toda a leitura, fora alguns ensinamentos sutis.
"(...) It is our choices, Harry, that show what we truly are, far more than our abilities." - pag. 333 - Dumbledore conversando com Harry

    Eu me encantei mais com esse segundo livro agora do que da primeira vez que o li. Até peguei alguns detalhes que fazem mais sentido agora, já tendo lido a série toda.
    Sem dúvidas o livro é muito bom!


    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Resenha: A Noite Maldita

   Hei alle!

    Eu não sou muito fã da cultura ligada ao terror, seja em filmes, livros, séries ou quadrinhos, então pegar um dos livros do autor André Vianco é definitivamente sair da minha zona de conforto literário.
    Ano passado quando estive no Brasil eu aproveitei a viagem para trazer para casa dois livros de autores brasileiros que eu ainda não tinha lido e baseie minha escolha pelas críticas que tinha lido até então. Trouxe Fios de Prata do Raphael Dracon, e Bento do Vianco.

    Comentando depois com o meu irmão que eu tinha comprado o primeiro livro da Saga do Vampiro-Rei ele me disse que tinha o A Noite Maldita, o livro que explica o que ocorreu antes do arco de história iniciada em Bento.
    Empréstimo familiar providenciado, só faltava criar a coragem de começar a lê-lo.



Série: Saga do Vampiro-Rei
 Autor: André Vianco
Editora: Novo Século 
Formato da edição: brochura
Qde páginas: 662

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (won or borrowed);


Sinopse:

    "Quando metade dos seres humanos adormece inexplicavelmente, o que surge é um cenário apocalíptico: prédios em chamas, falta de eletricidade e pessoas desesperadas correndo sem rumo pelas ruas. Nada mais funciona como de costume, e os hospitais ficam lotados com vítimas do que parece ser uma terrível epidemia.
    Porém, tudo piora quando uma parte dos "adormecidos" desperta com uma sede incontrolável de sangue. Inicia-se então uma guerra de proporções nunca antes registradas, entre humanos e vampiros, naquela que, para sempre, seria chamada de A noite maldita.
    Ambientado em diversas cidades do Brasil, o livro leva o leitor a um mundo caótico e sombrio, onde a luta pela sobrevivência é constante e qualquer descuidado pode ser fatal."


Minhas impressões:

    A narrativa do livro é realizada através de crônicas, agrupadas em intervalos entre NOITE e DIA, contando o que aconteceu e como reagiram vários personagens a singularidade ocorrida na noite posteriormente conhecida como "a noite maldita", onde o mundo mudou. Com parte da população adormecendo a um nível semelhante ao do coma, outra parcela adoecendo e ficando extremamente agressiva, coube ao grupo "são" recuperar-se rapidamente do estado de estupor e aprender a adaptar-se as mudanças e consequências que agora precisam enfrentar.

 "(...) Os gritos. Os gritos vieram à sua mente, aqueles que já pouco ouvira aqui e ali tinham um significado. Aquele demônio insano parado ali na sua frente não era o único. Então era isso! Era isso o que estava acontecendo! O mundo estava mudando, fugindo dos trilhos, deixando pessoas caírem num sono para despertarem mudadas, como que saindo de um casulo e se tornando aquilo: demônios, monstros, assassinos, vampiros." - pág. 188

    O texto tem uma narrativa gostosa, onde por vezes a história desenvolve-se sem pressa, nos deixando absorver as mudanças sutis no início, enquanto que em outros momentos assume um ritmo intenso com cenas de ação bem escritas, brindado-nos também com passagens espirituosas.

 "- Ainda bem que você não foi atacado por um saci.
  - Por quê?
  - Porque de saci eu não sei como a gente se livra.
  - É só mandar ele te dar uma rasteira. Quando ele te der o rodo ele cai, aí é só algemar." - pág. 293

    O que mais me encantou foi que o autor conseguiu me fazer gostar de uma história mais sangrenta do que estou acostumada. Não que A Noite Maldita seja sanguinolenta, o livro tem sangue, ataques, sustos, suspense e clima apavorante na medida certa, conseguindo utilizar bem essas partes como elementos naturais do texto, e não simplesmente os usando para manter o nível de adrenalina dos leitores em alta.

    As crônicas seguem um bom número de personagens, e aos poucos o foco principal vai mudando de um para outro, um recurso que achei bem interessante, pois o papel central foi dividido entre parcelas diferentes da sociedade, nos mostrando uma visão mais ampla do que estava acontecendo em São Paulo e em outras cidades do Brasil. Como esse evento atingiu diversos níveis da sociedade. 
    Talvez alguns leitores não gostem de ter que acompanhar tantos personagens secundários, que acabam não tendo um "desfecho" propriamente dito, mas acho que funcionou bem para percebemos a abrangência e diversidade de efeitos e reações.

    O autor conseguiu criar bons personagens, tanto do lado dos sobreviventes quanto do lado dos atingidos pela doença misteriosa. Gostei em especial do Cássio e da Raquel. Um de cada lado desse novo mundo, ambos lutando por sua sobrevivência e por aqueles que eles amam, infelizmente a vitória de um é a derrota de outro.

    Fiquei super curiosa para saber de onde surgiu essa "doença" e como ela se alastrou tão rapidamente, não sei se isso é respondido nos outros livros da saga, e apesar da curiosidade não encarei a falta dessa informação como um ponto negativo do livro, deixou-o na verdade cercado ainda mais de mistério.

 "(...) O tempo, com a chegada do crepúsculo, tornava-se um adversário poderoso, visto que era ele o corcel que puxava, furiosa e insensivelmente, o assustador cabriolé da noite, cujo passeio cobria a terra com um manto de escuridão e, quando as portas da tão funérea carruagem se abriam, a promessa se cumpria e os novos passageiros sem vida desciam, pálidos e cheios de fome  de vida a nos visitar." - pág.526

    Literatura brasileira de alta qualidade.   
    Lerei Bento assim que der! :)



    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Resenha: As Cavernas de Aço

   Hei alle!

    Hoje vim falar de um livro incrível que devorei em dois dias. As Cavernos de Aço é um mistério de ficção científica, um dos maiores sucessos de venda de Isaac Asimov.



Série: Robô - livro 1
 Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph 
Formato da edição: brochura
Qde páginas: 304

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (review persuaded you to read it);
TBR Pile Reading Challenge 2014;
2014 Science Fiction Reading Challenge ;
2014 Take Control of Your TBR Pile Challenge  


Sinopse:

"Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, como acontecera com seu pai no passado."


Enredo:

    O enredo do livro é bem sintetizado na sinopse, mas é só o que ela dá, um resumo sem qualquer das nuances e riquezas do texto. Essa história tem toda a dinâmica de um livro de investigação com a graça e estímulos de uma boa ficção científica.
    Detetive Baley é designado para investigar o assassinato de um pesquisador dos Mundos Siderais, crime este que pode desbalancear totalmente o frágil equilíbrio no relacionamento entre a Terra e os Mundos Exteriores (a maioria ex-colônia de nosso mundo). Para acompanhar essa investigação um robô é designado pelos representantes dos Mundos Siderais e isso provoca reações e situações muito interessantes durante todo o processo de desvendar quem e porquê perpetrou o crime.
    A vida na Terra foi sendo moldada ao longo dos séculos pelo absurdamente crescente nível populacional. Na casa dos 8 bilhões de pessoas, o dia-a-dia, a estrutura das cidades, a privacidade e a alimentação, só para citar alguns exemplos, foram alteradas consideravelmente. A maior parte das pessoas vivem em "Cidades", grandes complexos auto sustentáveis, citadas no próprio livro como Cavernas de Aço, onde a população não tem mais contato com a natureza ou com o mundo exterior.
 "Era fácil ser um Medievalista quando isso significava recordar uma época em que a Terra era o mundo, e não apenas um dos 50 mundos. Ainda por cima o desajustado dente os 50 mundos." - pág. 38
    Ao contrário do outros planetas onde a integração homem/robôs é uma realidade benquista, na Terra os humanos ressentem-se da presença dos robôs e temem serem superados e desbancados por eles.
    Nesse ambiente a acusação de que um humano teria matado um Sideral pode ser a fagulha que faltava para uma grave desavença entre os Mundos Externos e a Terra, por isso é tão importante a solução rápida e sem alarde desse assassinato.




Minhas impressões:

    Asimov consegue nos ambientar muito bem nessa sociedade futura onde a robótica avançou imensamente, mas que não é tão bem aceita assim na Terra, tendo seus maiores defensores e utilizadores nos outros planetas habitados pelos humanos. Enquanto a história policial vai sendo construída, o autor vai inserindo elementos e situações que nos explica como a humanidade chegou nesse estágio, como são os sentimentos dos terráqueos em relação aos robôs e porquê eles provocam reações tão fortes na população local.
    Conseguimos também ter um vislumbre de como a humanidade se organizou de uma forma diferente nos outros planetas, de uma maneira onde o bem-estar do indivíduo e de uma sociedade próspera são relacionados diretamente com a utilização e associação com robôs cada vez mais inteligentes e especializados.
    Isso tudo nos é transmitido de uma forma natural, as vezes por meio de conversas entre Baley (o detetive responsável pelo caso) e Daneel (o robô designado como parceiro de Baley nessa investigação), ou do detetive com algum entendido, mas em momento algum essas informações me pareceram forçadas. Elas foram sendo apresentadas a medida que eram necessárias, nos deixando entender a tecnologia envolvida, o suficiente para aplacar o anseio básico de um amante da ficção científica porém sem sobrecarregar quem não anseia tanto assim por detalhes técnicos.

    Gostei muitos dos personagens da trama, o detetive tem uma mente bem lógica e sua praticidade o ajuda a enxergar além do romantismo e preconceito que envolve os robôs e os Siderais. A forma dele ir eliminando as variáveis no caso enquanto vai conhecendo um pouco mais sobre o que realmente é e funciona um robô é bem interessante de seguir.
    Daneel é um robô projetado para analisar o comportamento humano, único do seu gênero, ele trás a confrontação sutil das incoerências humanas, ao mesmo tempo que nos deixa entender um pouco melhor como o seu cérebro é capaz de cálculos e análises fantásticas mas falha ao entender abstrações e conceitos intrinsecamente humanos.
 "Baley olhou para o rosto bem definido de R. Daneel com uma súbita e intensa esperança. O que quer que fosse aquela criatura, ele era forte e fiel, e não era movido por egoísmo. O que mais uma pessoa poderia pedir de uma amigo? Baley precisava de um e ele não estava com disposição para implicar com o fato de que uma engrenagem substituía um vaso sanguíneo nesse amigo em particular." - pág. 267
    O desfecho da trama não me foi revelado até os últimos capítulos, o que é ótimo para manter a expectativa e o interesse na história. Simpatizei-me com o jeito meio brusco de Baley e com vontade de conversar com Daneel. Li o livro com uma sensação de estar lendo uma coisa incrível e terminei dizendo pra mim mesma: sensacional!


"Culpada":


    Eu já tinha lido a trilogia original de Fundação a uns bons anos atrás e tinha gostado muito, ano passado eu li O Fim da Eternidade e adorei também, já me considerava fã de Asimov, mas não tinha ouvido falar ainda desse título dele. Foi por causa da vídeo resenha da Tati Feltrin sobre essa edição da Aleph que eu me empolguei e comprei As Cavernas de Aço. Valeu muito a pena ter seguido a recomendação dela. Se tiver um tempinho recomendo que você assista a opinião dela sobre a história. Você também irá querer lê-la.

 


Edição:

    A editora Aleph fez um bom trabalho na edição deste volume, a capa é intrigante, o papel é de boa qualidade, a diagramação proporciona uma leitura confortável e de bônus ainda temos uma Introdução escrita pelo próprio autor. Vale a pena conhecer o trabalho deste livro.


    Se está em dúvida se deveria ou não pegar esse título para ler, não fique. Sua leitura será recompensada. Virou meu favorito!

    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Li HQ: Fables - Legends in Exile

    Hei alle!

    Li no comecinho do mês o volume 1 da graphic novel Fable: Legends in Exile (Fábulas, em português), um quadrinho de fantasia recheado de aventura, sátiras e personagens interessantes. Uma releitura de fábulas que agora vivem num mundo bem parecido com o nosso.


     Essa edição contêm cinco primeiros capítulos da história, além de uma introdução ao mundo de Fables, e um conto sobre o personagem Bigby Wolf. Ambos os textos foram escritos pelo escritor do quadrinho, Bill Willngham, e trazem um aprofundamento a esse universo.
 

     A trama desse arco de história é baseada no desaparecimento de Rose Red. A investigação do paradeiro e possível falecimento da personagem está no encargo de B. Wolf.
    É através dessa investigação que somos apresentados a Fabletown, uma comunidade formada pelos personagens das mais distintas fábulas que conseguiram fugir de seus mundos encantados. Eles agora vivem exilados no nosso mundo.

    Bigby não é mais um lobo mal, mas tampouco se tornou um mocinho, utilizando métodos um tanto quanto brutos e a ajuda de outros personagens ele consegue desvendar o mistério por trás desse desaparecimento estranho.
     Snow White é a "vice-prefeita" de Fabletown, além de ser a irmã de Rose Red, e acompanha Bigby na busca pelo o que de fato ocorreu.
    Bigby e Snow trabalham bem juntos, ela não sendo mais uma princesa indefesa e ele com seu mau-humor ácido rendem bons diálogos.


    Eu adorei o humor dessa HQ, que usa coisas e situações simples e cotidianas para nos mostrar como é a vida atual desses seres exilados.
     O visual da revista é lindo, com traços realistas mas que guardam um quê de fantasia em várias partes.

    Achei a história de fundo sobre esses personagens lendários refugiados no nosso mundo muito interessante e fiquei encantada com várias referências e o desenvolvimento de alguns dos personagens.

    Acho que vale super a pena conhecer esse trabalho.

    Avaliação: 5 livros!

* As imagens retiradas da HQ Fable: Legends in Exile, puramente com o intuito de ilustração e divulgação. Todos os direitos das mesmas são de seus criadores.

     Ha det bra!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Li HQ: Turma da Mônica - Laços

    Hei alle!

    Li esse mês a HQ Turma da Mônica - Laços, segundo volume do projeto Graphic MSP, onde artistas nacionais fazem uma releitura de personagens do Maurício de Souza. E, eu simplesmente AMEI!!!

Meu exemplar da Turma da Mônica - Laços

    Eu cresci lendo as historinhas da Turma da Mônica e aguardava ansiosamente pelos "almanacões" de férias, então eu guardo com carinho todas essas lembranças.

    Quando recebi da minha madrinha, vindo diretamente do Brasil, essa edição do Turma da Mônica - Laços fiquei encantada!! Nem sabia que a Editora Maurício de Souza tinha lançado essa nova empreitada, e fui logo procurar saber um pouquinho sobre isso.

    Cada edição tem uma história completa sobre um personagem ou grupo de personagens, e em Laços lemos a aventura em que a turminha - a Mônica, o Cebolinha, a Magali e o Cascão - vão procurar o Floquinho que está desaparecido.

Abertura da Turma da Mônica - Laços

    Os responsáveis por essa releitura são os irmãos Vitor e Lu Cafaggi, e eles conseguem criar uma história linda, tocante, com trechos engraçados, preservando toda a essência desses personagens e nos brindando com um gráfico lindo.

    A revista tem algumas homenagens, inclusive uma ao próprio Maurício. Ela já começa no estilo memória nos contando como foi que o Cebolinha ganhou o Floquinho, e no final vemos outra memória de como a turminha se conheceu. Lindo!!!

Exemplo do lindo traço criado para Turma da Mônica - Laços

    A história em si é muito gostosa, contendo desde os planos infalíveis do Cebolinha, a comilança da Magali, o medo de água do Cascão, e o pavio curto da Mônica, mas além disso ela é permeada pelo laço de amizade e carinho que os amigos sentem um pelo outro. Muito, muito incrível!

Exemplo 2 do lindo traço criado para Turma da Mônica - Laços

    E, depois dessa rasgação de seda toda só me resta falar que vou ficar de olho não só no resto das edições da Graphic MSP, como também no trabalho do Vitor e da Lu Cafaggi.


   Avaliação: 5 livros!





    Ha det bra!

Nota 1: Todos os direitos sobre as imagens e nomes dos personagens pertencem a seus criadores e donos, meu intuito nesse post foi somente contar minha experiência com a revista.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Resenha: A Revolução dos Bichos (Animal Farm)

    Hallo!

    A resenha de hoje é curta, bem como a quantidade de páginas que o livro tem, mas não se enganem, porque o conteúdo dessa obra é incrível, de uma sagacidade e relevância ímpares. Vamos lá?!




    Título: Animal Farm
    Título em português: A Revolução dos Bichos
    Autor: George Orwell
    Editora: Penguin Classics
    Formato: paperback
    Edição: de 2000
    Qde páginas: 144
    Idioma: inglês 



 Resenha:


    Escrito durante a Segunda Guerra Mundial e publicado ao final desta, Animal Farm (A Revolução dos Bichos) é uma sátira muito bem escrita sobre Revoluções. Baseada na revolução comunista da Rússia, Orwell consegue extrapolar seu "estudo de caso" e criar uma obra que retrata os vários processos, ciladas e desvios que acabam formando uma revolução social.
     Como numa fábula, os animais são usados para fantasiar a realidade. Cada tipo sendo associado, lentamente, com uma classe da nossa sociedade.
     O sonho de uma vida melhor, com mais justiça, onde todos contribuem com o seu melhor e usufruem unidos do fruto do trabalho do grupo, ao ser levado à prática nem sempre se torna realidade, ou facilmente se desvirtua.
     Vemos aqui a esperteza, a ganância, e a corrupção de uns usando a ingenuidade, a crença, e a dignidade de outros.
     A história é fácil e rápida de ser lida, mas foi de tão maneira bem escrita que sem forçar nos leva a refletir muito.

   Avaliação: 5 livros!




    Leitura super recomendada!!

    Ha det godt!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Resenha: The End of Eternity (O Fim da Eternidade)

    Hei alle!

    A resenha de hoje é sobre um clássico da ficção científica, O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov. Li ele em inglês sob o título The End of Eternity e recomendo muitíssimo a leitura, independentemente do idioma escolhido.


    Título original: The End of Eternity
    Título em português: O Fim da Eternidade
    Autor: Issac Asimov
    Editora: Orb Paperback
    Formato: paperback
    Qde páginas: 255
    Idioma: inglês 





Resenha:


    Esse livro é sensacional!

    No futuro o bem estar da humanidade é observado por um grupo que está fora do espaço-tempo comum, os Eternos. Essa “sociedade” se auto-responsabiliza a cuidar para que o nível de felicidade geral dos homens ao longo dos séculos se mantenha sem grandes flutuações, e para isso eles estudam a realidade e calculam pequenas mudanças que influenciem o suficiente o curso da história humana a fim de que a mesma prossiga em benefício de todos.
     Andrew Harlan é um Eterno, um técnico, e sua função é justamente realizar essas mudanças. Durante um de seus projetos ele conhece uma mulher, Noÿs Lambert, e acaba se apaixonando por ela. Só que com a próxima mudança Noÿs será não só afetada, como deixará de existir! Harlan parte então, numa missão desesperada, infringindo várias leis, para tentar salvá-la da mudança e poder designá-la como companheira.
     Lendo a resenha de capa do livro a impressão que tive era de que a história seria um romance bem escrito com toda a grandeza de uma boa ficção científica. Mas o livro não é só isso. Aliás, o romance representa uma pequena parte da leitura, ainda que importante e principal motivador inicial dos acontecimentos.
     A história é sobre Harlan, como ele virou e vive como um Eterno, como sua mente, mesmo moldada para ser impessoal, é muito humana a ponto de amar, odiar, invejar, duvidar. Os capítulos não são lineares, somos apresentados primeiro a diferentes épocas da vida de Harlan, assim vamos conhecendo o personagem e a estrutura da sociedade na qual ele está inserido.
     Vamos acompanhando-o na sua busca por salvar não só Noÿs, mas sua vida com ela, e nessa empreitada conhecemos a Eternidade. Seus habitantes não são imortais, como homens de alguns séculos pensam, mas ele trabalham em prol da eternidade da raça humana. A sociedade na Eternidade é composta por algo similar a castas, onde cada um é designado para um tipo de serviço, sendo os técnicos e os computadores os mais temidos.
     Por sua posição e conhecimentos diversos, durante sua jornada ele descobre um segredo sobre a Eternidade, e quando é pego na tentativa de salvar Noÿs, ele pensa duas vezes antes de por a primeira em risco.
     A narrativa ganha intensidade na segunda metade do livro, e é onde justamente o título nos convence como uma grande história de ficção científica, como um grande livro. Asimov nos guia pelas maravilhas, dúvidas e paradoxos da viagem no tempo, mas também consegue discorrer sobre a lógica humana de uma forma profunda.



   Avaliação: 5 livros!




    Impressionante!
    
    Ha det!

*Resenha originalmente publicada na minha estante no Skoob: Skoob - resenha JuRodrigues

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Resenha: A Batalha do Apocalipse

    Hei alle!

    A resenha de hoje é do livro de estreia de um autor nacional que me proporcionou uma leitura incrível: A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr.





    Título: A Batalha do Apocalipse
    Autor: Eduardo Spohr
    Editora: Verus
    Formato: paperback
    Qde páginas: 586
    Idioma: português 

 



Resenha:

    Esse livro me marcou! Lê-lo foi um deleite por inúmeras razões.
    A história é muito bem escrita; o mundo descrito é interessante e nos apresenta uma versão do mundo celestial diferente, mas sem forçá-la, nos fazendo acreditar nas situações apresentadas; os personagens são construídos com uma força humana que nos envolve rapidamente; e, a maior surpresa pra mim, uma narrativa que utiliza a língua portuguesa de uma forma culta, rica, mas sem deixá-la pesada ou forçada.
     No mundo descrito, os anjos são os responsáveis por cuidar da raça humana enquanto Deus descansa, porém alguns anjos invejam e não entendem o porquê de terem que servir aos humanos, o porquê de nós termos sido agraciados com a alma e não eles.
     Partindo disso, os cataclismos e genocídios que quase extinguiram a humanidade são explicados como tentativas angélicas de livrar a terra da nossa presença, e de como esses eventos passaram a desagradar alguns anjos a ponto de haver discórdias no céu.
      O primeiro grupo a ir contra essa posição é traído, descoberto por Miguel, arcanjo-mor, e expulsos do céu, fadados a viver na terra até o fim dos tempos. Esse grupo acaba sendo perseguido, mas seu líder inicial, Ablon sobrevive até o início do Apocalipse, quando é convidado a se unir às legiões de Lúcifer e lutar contra Miguel.
     A partir dai não posso contar muito mais pois corro o risco de soltar spoilers, mas a aventura é muito bem bolada e você fica curioso para saber qual será a reação de Ablon e como e se ele vai conseguir se livrar dos perigos em que se envolve.
    O livro é recheado de lutas incríveis, diálogos inteligentes e é narrado em dois tempos, contando o passado de Ablon e de Shamira em intervalos do que ocorre nos dias atuais. E, esses capítulos do passado enriquecem demais o texto com referências místicas, bíblicas e históricas.
     O fim do livro nos instiga a pensar em quando, como e se a raça humana merece mesmo o final descrito.
 
   Avaliação: 5 livros!




     Um ótimo livro! Altamente recomendado!!

    Ha det!

*Resenha originalmente publicada na minha estante no Skoob: Skoob - JuRodrigues - resenha