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quinta-feira, 5 de março de 2015

Resenha: Old Man's War

  Olá!

  Hoje farei a resenha de Old Man's War que é um livro incrível de ficção científica escrito por John Scalzi. Essa história é um belo misto de space opera com temas militares e inovação.
 
 
 
 
Série: Old Man's War - livro 1
Autor: John Scalzi
Editora: Tor 
Edição: paperback / biblioteca
Qde páginas: 314
 
Avaliação: 5 estrelas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   Eu nunca tinha lido nada parecido (o que não é uma grande afirmação, dado que apesar de gostar muito eu conheço pouco do gênero), então apesar de conseguir racionalmente apontar um ou outro ponto negativo, esse livro prendeu tanto a atenção do meu lado leitora como do meu lado cientista que ele merece 5 estrelas!
 
   Dito isso, tentarei fazer uma resenha que não estrague a experiência de descoberta de um futuro leitor, e depois comentarei alguns detalhes específicos que preciso comentar sobre.
 
 
Um pouco do Enredo:
 
   Num futuro não datado a raça humana está finalmente aventurando-se pelo universo, e para conseguir colonizar novos planetas ela precisa de um exército que a ajude no processo. Aparentemente o universo não é um lugar pacífico e na corrida por locais habitáveis existem outras raças.
   Colonizadores são escolhidos de países que não suportam o peso de sua população, enquanto os soldados são pessoas voluntárias vindos de países ricos, como os Estados Unidos. O detalhe é que ao contrário dos colonizadores, para entrar para as Forças de Defesa Colonial (CDF) os voluntários precisam ser maiores de 75 anos.
   Um fato que intriga e enfurece muita gente, afinal como é que uma guerra é ganha só utilizando indivíduos que já não estão mais no auge de sua força física e presteza de movimentos?
 
   A Terra é mantida em isolamento e não tem acesso a informações sobre o que se passa nas frontes de batalha e colonização, e tão pouco usufrui dos avanços tecnológicos conseguidos pela União Colonial (CU). A maioria das pessoas que se alistam para juntar-se a CDF o faz por acreditar que a organização tem formas de rejuvenescer o corpo humano.
 
   John Perry é nosso personagem principal, que ao alistar-se nos leva a descobrir um mundo novo, onde a física, genética e a tecnologia de um modo geral estão num nível muito superior ao que conhecemos.
 
 
Minhas impressões:
 
   Apesar de cheio de ideias incríveis, tanto tecnológicas quanto sobre outras formas de vida, eu acho que posso dizer que esse livro tem grande base sobre como seria ter uma nova e totalmente diferente vida. Temos a visão do autor em como seria a reação de humanos que passaram toda sua existência de um jeito e de repente tem novos limites físicos, devem lidar com novos parâmetros, expectativas e vivências, como viver uma nova vida num ambiente super intenso, aonde a luta é constante e cruel, tendo como ideal a vaga noção de dar a humanidade uma chance de sobreviver, tudo isso sem perder seu lado humano ou sua identidade pessoal.
 
   Este é um livro adulto, o autor foi fiel ao descrever algumas das reações humanas, incluindo sexo, violência e xingamentos, mas as cenas com um ou outro elemento são totalmente críveis para as situações apresentadas, o que tornou a experiência de leitura mais real pra mim, afinal quem não iria xingar o alienígena que acabou de matar seu companheiro de batalhão (ou algo similar)?
 
   As cenas de batalha espaciais são bem descritas e envolventes, a construção de personagem principal é boa, e apesar dos personagens secundários não contarem com um trabalho tão aprofundado, é possível visualizá-los e apreciar suas interações com John.
 
   Se você não gosta do gênero, eu acho que não recomendaria esse livro como uma opção para ingressar na ficção científica, a não ser se você gosta de histórias militares. Para todos os outros leitores, fiquem a vontade, essa história tem vários pontos interessantes mesmo que você acabe não gostando dela tanto quanto eu. ;)
 
 
Agora vamos para partes mais específicas...
Se você não leu o livro fique por aqui.
 
Se você já leu ou não se importa com pequenos spoilers (não contarei nada sobre a trama principal) pode continuar.
 
 
   A troca de consciência de um corpo para outro foi um grande 'wohoooo' pra mim. Não necessariamente o conceito, mais a forma como foi feita e descrita.
   Os cientistas conseguem gerar um corpo novo, geneticamente modificado, mas com parte de seu DNA, de DNAs alienígenas ou sabe se lá o que mais nano robôs! Fora que de alguma forma esse corpo foi gerado e ele não tem consciência individual prévia.
   Depois tem o fato de se conseguir criar uma cópia de sua consciência e "fácil e rapidamente" alocá-la no novo corpo em questões de minutos. :o
 
   O 'BrainPal' - computador implantado no seu cérebro, é outro 'gear' que dá aquele misto de sensações entre o bizarro e maneiro!
 
   Eu só não fiquei muito convencida foi com a teoria de multiverso apresentada, provavelmente porque "eu não tenho a matemática necessária para compreender". Lol


    Boas leituras e até mais!

domingo, 12 de outubro de 2014

Resenha: Prelude to Foundation

    God Morgen! Bom dia!

    Como contei na segunda passada, comecei a ler/reler a série da Fundação, de Isaac Asimov. E hoje vim contar o que achei do primeiro livro.

    Vamos as minhas impressões de Prelude to Foundation?!




Série: Fundação - prequel 1
 Autor: Isaac Asimov
Editora: Bantam Spectra Books 
Formato da edição: paperback
Qde páginas: 434

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
2014 Science Fiction Reading Challenge 


Sinopse:

"O ano é 12.020 G.E. e o imperador Cleon I senta preocupado no trono Imperial em Trantor. A capital do império Galáctico abriga 40 bilhões de pessoas, uma civilização que possui tecnologias inimagináveis e uma cultura por demais complexa. Contudo, Cleon sabe que existem os que o querem ver cair - aqueles que ele destruiria se ele pudesse ler o futuro.
Hari Seldon vai a Trantor para apresentar seu trabalho sobre a Psico-história, sua incrível teoria sobre a predição do futuro. Pouco sabe este jovem matemático do Mundo Exterior o quanto ele já selou o seu próprio destino e o destino da humanidade. Pois Hari possui o poder profético que o torna o homem mais desejado do Império... o homem que possui a chave para o futuro - um poder apocalíptico que será para sempre conhecido como Fundação."


Enredo:

    O enredo deste livro pode ser resumido em uma jornada pela qual nosso personagem principal, Hari Seldon, embarca inadvertidamente ao apresentar suas pesquisas matemáticas sobre o que ele chama de psico-história, uma ferramenta matemática que se usada com os parâmetros e leis corretas poderia produzir como resultado uma análise estatística dos possíveis resultados que atitudes e ações de hoje possam ter no futuro da humanidade. Algo como predizer matematicamente as possibilidades do futuro.
    Como Hari mesmo coloca logo ao ser questionado se ele pode prever o futuro, o que ele conseguiu fazer foi provar que a psico-história é matematicamente possível, mas daí a ser prática e utilizável é bem diferente. O problema é que essa interpretação precipitada de que a psico-história é uma forma de prever o futuro, torna Hari um homem desejado por várias forças políticas.
    O atual imperador, Cleon I, o quer para produzir uma profecia que mantenha sua linhagem no poder por muitos anos, seus adversários políticos desejam uma profecia contrária a essa, e a figura do primeiro ministro do império está disposto a inutilizar essa ciência, ao custo que tiver, se ela não servir ao imperador.

"But they (people) believe in such things. Therefore, it doesn't matter whether the forecast of the future is true or not. If a mathematician should predict a long and happy reign for me, a time of peace and prosperity for the Empire - Eh, would that not be well?." - pág. 5 

    Com medo de ser controlado pelo imperador, mesmo que a distância, Hari parte em busca de um lugar seguro para poder pesquisar melhor e deduzir se a psico-história tem chances de ser uma ferramenta prática.
    Ajudado e incentivado por Hummin, Hari tenta se esquivar nas garras do império ao mesmo tempo que busca por informações que vão se mostrando antigas e difíceis de se conseguir.

"Hari Seldon remained uncomfortably silent for a while after Hummin's quiet statement. He shrank within himself in sudden recognition of his own deficiencies.
He had invented a new science: psychohistory. He had extended the laws of probability in a very subtle manner to take into account new complexities and uncertainties and had ended up with elegant equations in innumerable unknowns. - Possibly an infinite number; he couldn't tell.
But it was a mathematical game and nothing more.
He had psychohistory - or at least the basis of psychohistory - but only as a mathematical curiosity. Where was the historical knowledge that could perhaps give some meaning to the empty equations?
He had none (...)." - pág. 49


Minhas impressões:

    Tenho que começar contando que eu não comecei essa leitura com olhos imparciais. Os três livros originais de Fundação foram uns dos primeiros livros de ficção científica que li a muitos anos atrás, e ao longo do tempo Asimov veio consolidando-se como o meu autor preferido. Eu gosto muito dos textos dele, sua prosa pode não se igualar a de grandes romancistas, no entanto suas ideias e personagens instigam minha mente, tanto no aspecto da fantasia, quanto da lógica.
    Não posso então dizer o que um leitor novato aos textos de Asimov acharia deste livro, se ele entenderia e apreciaria os detalhes e informações que ele apresenta sobre o passado de um personagem e de uma ciência tão importantes para os livros subsequentes da série. Creio que não recomendaria Prelude to Foundation como a primeira leitura desse autor, mas acredito que este livro possui qualidades suficiente para deixar o leitor curioso com o restante da obra desse mestre da ficção científica.
    Com isso esclarecido posso tentar descrever um pouco do que achei do livro.

    Mais do que ficção científica, esse livro tem um quê de thriller, e essa mistura o torna bem interessante. Na tentativa de ficar livre das garras do império enquanto trabalha mais em sua teoria da psico-história, Hari Seldon acaba virando um "fugitivo". Ele não é perseguido oficialmente, mas a semente da dúvida de se ele está mesmo seguro foi plantada em sua mente e isso acaba influenciando algumas de suas decisões. Só que mais do que a insegurança, sua mente clama por saciar sua curiosidade - será que existe algum jeito dele adquirir conhecimento suficiente para poder tornar prática sua nova teoria? E a curiosidade é algo que logra seu detentor, sua recompensa final pode ser incrível, mas ela tem a tendência me colocar o curioso em posições de risco.

    Assim, ao acompanharmos Hari nessa jornada, buscando por segurança e informações nem sempre facilmente disponíveis vamos conhecendo o mundo e a sociedade de Trantor, segmentada e tão cheia de particularidades. Como em As Cavernas de Aço, a tecnologia futurística aqui não é a atração principal, mas sim permeia toda a estrutura da sociedade e vamos tendo vislumbre, maiores ou menores, de vários artefatos, descobertas e aplicações dignas de um bom livro de ficção científica.

"(...) I told you this is not your ordinary airjet. The wings are thoroughly computerized. They change their length, width, curvature, and overall shape to match the speed of the jet, the speed and direction of the wind, the temperature, and half a dozen other variables. (...)." - pág. 161

    Hari vai evoluindo de sagaz matemático e ingênuo cidadão para um perspicaz observador e entusiasta de história. No caminho ele conta com a ajuda de alguns bons personagens, como a leal Dors Venabili, o misterioso e cheio de recursos Chetter Hummin e o esperto Raych,  e encontra rapidamente com outros. É interessante notar que Asimov dá a praticamente todos os seus personagens um papel importante a ser desempenhado na história. Por menor que esse papel seja todos tem uma função. 

    Com uma escrita fluente, personagens bons e importantes, conjecturas sobre tecnologias avançadas, tiradas inteligentes e um ritmo de narrativa gostosa, não precisei usar meu lado super fã para ficar totalmente envolvida com a história. Prelude to Foundation é com certeza uma boa adição e um bom prelúdio para a série Fundação.

"Davan, listening intently, said, 'I'm aware of that. We all are. Perhaps we can learn from the past and know better what to avoid. Besides, the tyranny that now exists is actual. That which may exist in the future is merely potential. If we are always to draw back from change with the thought that the change may be worse, then there is no hope at all of ever escaping injustice." - pág. 342


    Minha Avaliação: 4,5 livros


    Ha det bra!!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Resenha: As Cavernas de Aço

   Hei alle!

    Hoje vim falar de um livro incrível que devorei em dois dias. As Cavernos de Aço é um mistério de ficção científica, um dos maiores sucessos de venda de Isaac Asimov.



Série: Robô - livro 1
 Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph 
Formato da edição: brochura
Qde páginas: 304

  Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (review persuaded you to read it);
TBR Pile Reading Challenge 2014;
2014 Science Fiction Reading Challenge ;
2014 Take Control of Your TBR Pile Challenge  


Sinopse:

"Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, como acontecera com seu pai no passado."


Enredo:

    O enredo do livro é bem sintetizado na sinopse, mas é só o que ela dá, um resumo sem qualquer das nuances e riquezas do texto. Essa história tem toda a dinâmica de um livro de investigação com a graça e estímulos de uma boa ficção científica.
    Detetive Baley é designado para investigar o assassinato de um pesquisador dos Mundos Siderais, crime este que pode desbalancear totalmente o frágil equilíbrio no relacionamento entre a Terra e os Mundos Exteriores (a maioria ex-colônia de nosso mundo). Para acompanhar essa investigação um robô é designado pelos representantes dos Mundos Siderais e isso provoca reações e situações muito interessantes durante todo o processo de desvendar quem e porquê perpetrou o crime.
    A vida na Terra foi sendo moldada ao longo dos séculos pelo absurdamente crescente nível populacional. Na casa dos 8 bilhões de pessoas, o dia-a-dia, a estrutura das cidades, a privacidade e a alimentação, só para citar alguns exemplos, foram alteradas consideravelmente. A maior parte das pessoas vivem em "Cidades", grandes complexos auto sustentáveis, citadas no próprio livro como Cavernas de Aço, onde a população não tem mais contato com a natureza ou com o mundo exterior.
 "Era fácil ser um Medievalista quando isso significava recordar uma época em que a Terra era o mundo, e não apenas um dos 50 mundos. Ainda por cima o desajustado dente os 50 mundos." - pág. 38
    Ao contrário do outros planetas onde a integração homem/robôs é uma realidade benquista, na Terra os humanos ressentem-se da presença dos robôs e temem serem superados e desbancados por eles.
    Nesse ambiente a acusação de que um humano teria matado um Sideral pode ser a fagulha que faltava para uma grave desavença entre os Mundos Externos e a Terra, por isso é tão importante a solução rápida e sem alarde desse assassinato.




Minhas impressões:

    Asimov consegue nos ambientar muito bem nessa sociedade futura onde a robótica avançou imensamente, mas que não é tão bem aceita assim na Terra, tendo seus maiores defensores e utilizadores nos outros planetas habitados pelos humanos. Enquanto a história policial vai sendo construída, o autor vai inserindo elementos e situações que nos explica como a humanidade chegou nesse estágio, como são os sentimentos dos terráqueos em relação aos robôs e porquê eles provocam reações tão fortes na população local.
    Conseguimos também ter um vislumbre de como a humanidade se organizou de uma forma diferente nos outros planetas, de uma maneira onde o bem-estar do indivíduo e de uma sociedade próspera são relacionados diretamente com a utilização e associação com robôs cada vez mais inteligentes e especializados.
    Isso tudo nos é transmitido de uma forma natural, as vezes por meio de conversas entre Baley (o detetive responsável pelo caso) e Daneel (o robô designado como parceiro de Baley nessa investigação), ou do detetive com algum entendido, mas em momento algum essas informações me pareceram forçadas. Elas foram sendo apresentadas a medida que eram necessárias, nos deixando entender a tecnologia envolvida, o suficiente para aplacar o anseio básico de um amante da ficção científica porém sem sobrecarregar quem não anseia tanto assim por detalhes técnicos.

    Gostei muitos dos personagens da trama, o detetive tem uma mente bem lógica e sua praticidade o ajuda a enxergar além do romantismo e preconceito que envolve os robôs e os Siderais. A forma dele ir eliminando as variáveis no caso enquanto vai conhecendo um pouco mais sobre o que realmente é e funciona um robô é bem interessante de seguir.
    Daneel é um robô projetado para analisar o comportamento humano, único do seu gênero, ele trás a confrontação sutil das incoerências humanas, ao mesmo tempo que nos deixa entender um pouco melhor como o seu cérebro é capaz de cálculos e análises fantásticas mas falha ao entender abstrações e conceitos intrinsecamente humanos.
 "Baley olhou para o rosto bem definido de R. Daneel com uma súbita e intensa esperança. O que quer que fosse aquela criatura, ele era forte e fiel, e não era movido por egoísmo. O que mais uma pessoa poderia pedir de uma amigo? Baley precisava de um e ele não estava com disposição para implicar com o fato de que uma engrenagem substituía um vaso sanguíneo nesse amigo em particular." - pág. 267
    O desfecho da trama não me foi revelado até os últimos capítulos, o que é ótimo para manter a expectativa e o interesse na história. Simpatizei-me com o jeito meio brusco de Baley e com vontade de conversar com Daneel. Li o livro com uma sensação de estar lendo uma coisa incrível e terminei dizendo pra mim mesma: sensacional!


"Culpada":


    Eu já tinha lido a trilogia original de Fundação a uns bons anos atrás e tinha gostado muito, ano passado eu li O Fim da Eternidade e adorei também, já me considerava fã de Asimov, mas não tinha ouvido falar ainda desse título dele. Foi por causa da vídeo resenha da Tati Feltrin sobre essa edição da Aleph que eu me empolguei e comprei As Cavernas de Aço. Valeu muito a pena ter seguido a recomendação dela. Se tiver um tempinho recomendo que você assista a opinião dela sobre a história. Você também irá querer lê-la.

 


Edição:

    A editora Aleph fez um bom trabalho na edição deste volume, a capa é intrigante, o papel é de boa qualidade, a diagramação proporciona uma leitura confortável e de bônus ainda temos uma Introdução escrita pelo próprio autor. Vale a pena conhecer o trabalho deste livro.


    Se está em dúvida se deveria ou não pegar esse título para ler, não fique. Sua leitura será recompensada. Virou meu favorito!

    Minha Avaliação: 5 livros


    Ha det bra!!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Resenha: Blue Remembered Earth

    Hei alle!

    Eu definitivamente não sabia no que estava me metendo quando peguei Blue Remembered Earth na biblioteca.
    Foi a capa que primeiro me chamou a atenção, com essa mistura de mundos, estrelas ao fundo e savana na frente, com o desenho singelo de um elefante logo acima do título. Ler que Alastair Reynolds é considerado o maestro da ficção científica britânica logo no topo da capa mais a sinopse pequena, vaga e intrigante me convenceram de vez de que eu tinha que levar esse livro pra casa e encaixá-lo nas minhas próximos leituras.

    Assim que eu comecei a lê-lo levei um choque, o que eu tinha em mãos não era uma ficção leve, muito pelo contrário. Reynolds escreve o que é conhecido como "hard scifi", uma ficção científica pesada, com um alto nível de tecnologia inserida em seus mundos. Some a isso um inglês avançado e temos uma grande quantidade de vocabulário, expressões e terminologias desconhecidas para mim até então. 
    Pois é, esse livro foi difícil de acompanhar no começo e me exigiu concentração, algumas pesquisas e várias extrapolações para acompanhar a imaginação fértil do autor.



Série: Poseidon's Children - book 1
 Autor: Alastair Reynolds
Editora: Orion Publishing 
Formato: hardcover
Qde páginas: 505
 
Desafios: Seriously Series Reading Challenge 2014 (series started in 2014)
Full House Reading Challenge 2014 (more than 400 pages);
2014 Science Fiction Reading Challenge


Ambientação e Sinopse:

    Uma guerra mundial somada a grandes catástrofes climáticas mudaram as fronteiras e limites físicos de diversos países, e contribuíram para a alteração da ordem geopolítica no planeta.
    Seguido ao período do desastre, a sociedade adotou uma nova forma de vigilância e controle, a presença do "Mechanism" tonra quase impossível a manutenção de segredos e inviabiliza atentados contra pessoas ou propriedades.
     Nos longos anos de paz vigilada a tecnologia desenvolveu-se a passos largos. O homem colonizou a Lua, Marte, os oceanos terrestre, e explora desde planetas a satélites e asteróides. As viagens pelo Sistema Solar são possíveis e tornam-se rotineiras, apesar de ainda se ter que gastar meses para alcançar a borda deste.
    É nesse futuro onde tecnologias avançadas permeiam e extende a vida e o alcança da raça humana, e onde gerações já nasceram fora da Terra que a história se passa, em pleno século 22.

    Conhecemos a família Akinya na ocasião da morte de sua matriarca, Eunice Akinya. Uma mullher forte, determinada e a frente de sua geração, que avançou o domínio do homem dentro do Sistema Solar e que construiu um império industrial e financeiro. Sua ousadia e exploração pelo inatingível renderam vários legados a humanidade.
 "All these stars, Eunice. All these tiny diamond lights. You can have them, if you want them badly enough. But first you must be patient, and then you must be wise." - pág. 1
    Eunice viveu reclusa em seu domínio privado na órbita lunar muitos anos antes de sua morte, já tendo passado praticamente todo o controle e gerência de seus negócios a seus filhos e netos.
    São dois de seus netos, Geoffrey e Sunday, os personagens principais do livro. Ambos rejeitam assumir posições de comando junto as empresas da família e vivem para suas paixões. Geoffrey estuda e desenvolve pesquisa sobre as manadas de elefantes na África enquanto sua irmã vive na Lua, usando sua arte para pagar o aluguel.

    Com a morte da avó, Hector e Lucas decidem que não podem deixar nenhuma ponta solta sobre as atividades de Eunice e depois de uma varredura minuciosa descobrem que existe um cofre no nome dela num banco lunar, intocado a muitos anos. Temendo que esse cofre contenha algum segredo que possa manchar a reputação da família os irmãos chantageiam o primo Geoffrey para o convencerem a ir buscar o que quer que esteja guardado lá.
    O que Geoffrey encontra no pequeno cofre parece, a primeira vista, ser um item bem simples e que não representa ameaça alguma ao império Akinya, mas esse mesmo item unido a curiosidade e determinação de Sunday os lançam numa longa jornada, onde segredos são revelados, mundos explorados, e pela qual somos maravilhados com a imaginação fertilíssima de Reynolds.


Minhas impressões:

    Como eu disse no começo, eu tive algumas dificuldades com a leitura desse livro, que no começo foi agravada pelo ritmo lento do desenrolar da história. O autor não tem pressa ao apresentar seus personagens ou sua trama, nos contando com detalhes como é a vida atual dos três principais atores desse enredo. Acredito que tenha sido para conhecermos e nos envolvermos melhor com eles antes de as aventuras começarem, para que pudéssemos entender melhor as motivações e personalidades que motivariam as várias decisões durante o caminho que eles seguiriam.
    Reynolds também narra com calma como é a vida em determinadas locações, qual é o histórico de outras nos ambientando relativamente bem nesse futuro. Porém apesar de incorporar muitas tecnologias avançadas ou novas formas de utilizações de coisas que já conhecemos ele não as explica ao nível do detalhe, pintando muitas como meras ferramentas para o dia a dia, como parando-se para pensar é o modo com que lidamos com a maior parte das tecnologias que temos no presente.

    Depois que eu peguei o ritmo da história e já estava mais familiarizada com boa parte do mundo criado, a leitura avançou de forma gostosa com momentos de tensão, descobertas e maravilhamentos.
    Foi muito interessante ler como são as viagens espaciais, suas limitações e materiais usados, ou ter um vislumbre de como seria uma colônia humana na Lua e em Marte. Descobrir que a extração de gelo nos asteróides possibilita a vida fora da Terra. Fiquei impressionada com a tecnologia utilizada para monitorar o cérebro dos elefantes e com a possibilidade de conectar a mente humana com robôs. 
    Nas últimas 200 páginas é difícil de se largar o livro e apesar de ter presentido parte do caminho por onde o autor estava nos levando, eu gostei de como ele o fez.
"(...) no one would have been better placed than your grandmother to see the truth about humanity. And given everything that happened to her, no one would have been better placed to stumble on dangerous knowledge." - pág. 246
    Para quem está acostumado a ler ficção científica e também gosta de um bom desenvolvimento de personagens, onde seus pensamentos e reações são tão importantes quanto o desenrolar da história, eu recomendaria tranquilamente este livro.
    Agora, se você assim como eu achou a premissa interessante e quer se arriscar não se acanhe, você descobrirá um mundo de coisas fascinantes.


    Minha Avaliação: 4 livros


    Ha det bra!!
   

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Leitura na Noruega: Ficção científica - Star Wars e Star Treck


    Hei alle!

    Hoje vim mostrar para vocês a grande variedade de títulos que encontro por aqui de ficção científica (sci-fi).

    Sempre gostei de livros de fantasia e de sci-fi, mas enquanto crescia tive muito mais contato com o primeiro gênero, até descobrir numa biblioteca municipal os livros da série Fundação de Isaac Asimov e devorá-los. Fiquei encantada com a história que é muito mais do que só ficção científica e tem em suas páginas também uma análise da sociedade humana. Recomendadíssimo para quem ainda não leu.
    Desde então fui incorporando histórias sci-fi nas minhas leituras, mas eu não sabia ainda onde conseguir boas indicações e os títulos desse tema que me caíram nas mãos foram poucos.
    Contudo mudanças fazem um bem danado se soubermos aproveitá-las, porque com elas conseguimos encontrar e conhecer coisas, pessoas, estilos, culturas, jeitos e livros diferentes.
     Por aqui a seção de ficção científica nas livrarias apresenta uma quantidade considerável de opções, o que tem me deixado até perdida, afinal o que conhecer primeiro?

Variedade de títulos de ficção científica

     Nas prateleiras encontram-se nomes como Douglas Adams, Neal Asher, Isaac Asimov, Peter F. Hamilton, Iain M. Banks, Arthur C. Clarke, Jack Campbell, Ian Douglas, Frank Herbert, Neal Stephenson, Dan Simmons, entre outros.
    Nessa grande variedade uma das coisas que mais me chamou atenção foi ver os livros baseados nos universos de Star Treck e Star Wars

Livros da franquia Star Treck
 
    Inúmeros romances originais, histórias curtas e adaptações dos filmes e séries de Star Treck já foram publicados desde 1967. A franquia já passou pelas editoras Bantam Books (de 1967 a 1981) e Ballantine Books (de 1974 a 1978), e atualmente é lançada pela Pocket Books. Só nos romances são mais de 10 arcos oficiais, entre eles, Original Series; Next Generation; Vanguard e Deep Space Nine.
    As histórias do arco Original Series são sobre as viagens e aventuras da Enterprise e sua tripulação clássica, com Kirk, Spock, McCoy, e outros, ambientada no século XXIII. Já as de Deep Space Nine relatam os tempos seguintes ao fim do período da série clássica.
    O primeiro título original foi o “Mission to Horatius”, escrito por Mack Reynolds e publicado em 1968, pela Whitman Book. Entretanto foi com a Bantam que a série ganhou um foco mais adulto ao lançar em 1970 “Spock Must Die!”, de James Blish.
    Outro fato interessante desses livros é que eles são escritos por vários autores diferentes, alguns prolixos e reconhecidos no mundo sci-fi, por exemplo Peter David e Diane Duane; enquanto outros se aventuraram a escrever sobre Star Treck depois de terem ingressado nesse universo seja atuando, dirigindo ou produzindo.
    Lembro de assistir aos filmes com a minha mãe quando eu era pequena, e saber que posso acompanhar esses personagens e mundos novos através da leitura é algo estimulante.
 

    Assim como Star Treck, Star Wars tem vários romances originais, contos, graphic novels, adaptações, enfim, uma miríade de produtos literários derivados dos filmes de George Lucas. Mas se do primeiro eu encontro variedade, do segundo eu me perco nas opções! Tá legal, não é uma biblioteca inteira, mas são opções suficientes para deixar qualquer aficcionado pelos Jedis sem saber o que comprar. Olha só uma amostra.
 
Livros da franquia Star Wars

    As histórias de Star Wars cobrem uma linha do tempo entre 25 mil anos antes da Batalha de Yavin (a batalha final do Episódio IV: Uma nova esperança) e 140 anos depois da mesma. E estão divididas em sete Eras: Before the Republic (Antes da República, em tradução livre), The Old Republic (A Velha República, em tradução livre), Rise of the Empire (Ascensão do Império, em tradução livre), The Rebellion (A Rebelião, em tradução livre), The New Republic (A Nova República, em tradução livre), The New Jedi Order (A Nova Ordem Jedi, em tradução livre), Legacy of the Force (O Legado da Força, em tradução livre).
    A primeira história original apareceu em 1978 no número 7 do quadrinho Marvel Comics’ Star Wars, e foi logo seguida por um livro, o “Splinter of the Mind’s Eye”, escrito por Alan Dean Foster.
    Uma trilogia referência nesse universo e indicada por vários como um bom ponto de partida para a leitura dos livros de Star Wars é a Thrawn trilogy, escrita por Timothy Zahn, e lançada no início da década de 90.
    Junte isso tudo com uma produção atual de um livro por mês, em média, fora as histórias curtas, graphic novels, guias e livros diversos sobre o tema, dá leitura mais do que suficiente para uma vida inteira!!!
    
    Atualmente possuo dois livros do universo Star Wars disputando minha atenção, Children of the Jedi, de Barbara Hambly, e ambientado em The New Republic Era; e, The Jedi Path – A Manual for Students of the Force, um livro acadêmico para os Jedi Initiate, comentado por vários ilustres alunos, como Yoda, Qui-Gon e Luke
 
Meus livros de Star Wars

    Já fiz resenha do "The Jedi Path" aqui para o blog, se quiser dá uma olhadinha aqui.

    Apesar da variedade de títulos, só encontrei livros desses dois universos em inglês, o que não parece ser um impeditivo para os noruegueses comprá-los.

    Interessados em saber mais sobre esses livros? Dá uma olhada nos links abaixo. (Infelizmente todos em inglês, se alguém souber algum site sobre o tema em português compartilha nos comentários, vou adorar ler também.) 


    E aí, motivei algumas leituras?

    Ha det bra!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

En bok på norsk: Anunnaki

    Hei hei!

    Mês passado peguei duas "graphic novels" emprestadas na biblioteca para treinar o meu norueguês. A ideia era contar com a ajuda das gravuras para entender melhor as histórias. E, hoje vim falar sobre um desses quadrinhos, o Anunnaki.




    Existe uma crença que acredita na colonização do planeta Terra, a 432 mil anos atrás, por um povo chamado Anunnaki. Os Anunnaki teriam vindo do planeta Nibiru, e seu nome significaria "Aqueles que desceram dos céus" em sumérico. Achei até um artigo na internet que resume um pouco essa teoria.

    Pois bem, com esse histórico, confesso que minhas expectativas subiram um pouco antes de começar a leitura do livro.
    Como ainda não sou fluente na língua, li a história duas vezes, pra poder tentar entender o máximo possível. Na primeira parte da leitura fiquei meio decepcionada com a história, estava sentindo algumas pontas soltas, e truques puxados da manga, mas no final acho que entendi a ideia dos autores.

    A Noruega não tem tradição em produzir histórias de ficção científica, e essa "graphic novel" é o primeiro romance do gênero publicado por aqui em 40 anos! A história foi pensada de forma a ser publicada em partes, porém até agora somente a primeira parte foi lançada.

    Com essas novas informações em mente consegui apreciar mais a obra em si.



    Título: Anunnaki
    Autores: Håvard S. Johansen & John S. Jamtli
    Editora: Egmont
     Formato: 'graphic novel' em hardcover
    Qde páginas: 76
    Idioma: norueguês





    O pano de fundo da história é baseado na teoria conspiratória de que Nibiru é um planeta do Sistema Solar que tem uma grande órbita elíptica, e que só se aproxima da Terra a cada 3600 anos. Com a mais recente aproximação de Nibiru, os pólos da Terra se inverteram o que provocou uma nova era glacial. O povo extraterrestre domina parte da humanidade enquanto a outra se esconde em abrigos subterrâneos.
    O foco principal nesse primeiro volume recai sobre uma mulher e seus dois filhos que fugindo dos extraterrestres tenta encontrar os humanos exilados. Ela volta para uma estação na Noruega, onde teria sido separada dos pais durante a confusão de retirada para os abrigos, e acaba encontrando um descendente dos sami que não foram aceitos nos refúgios subterrâneos, por não terem sido considerados como representantes da cultura norueguesa.
    Parte dos efeitos tecnológicos são bem legais, nada novo, mas bem usados. A trama tensa se mostra complexa do meio para o fim do livro, e deixa um gancho para a próxima história. Os invasores mal aparecem aqui, e vemos mais suas máquinas de caça e extermínio. E, as ilustrações são boas o suficiente para incrementar a história com detalhes.
    Foi um trabalho bem feito, e provavelmente ficaria muito mais interessante completo.

   Avaliação: 3 livros




    Ha det!!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Resenha: The Jedi Path

Hei alle!

    Hoje vou inaugurar a seção de resenhas, e para marcar essa data nada melhor do que começar por um livro sobre um universo que adoro, apesar de não saber tanto assim sobre, confesso. Estou falando de Star Wars.
    Então vamos lá!



    Título: The Jedi Path: A Manual for Students of the Force
    Autor: Daniel Wallace
    Editora: Titan Books
    Qde páginas: 160
    Idioma: Inglês 






Resenha:

    Esse livro é um conciso manual para estudantes da Força e foi desenvolvido para abranger e difundir a codificação da Ordem Jedi. Utilizado por Padawans, a edição nos diz que o volume que possuímos já passou pelas mãos de Yoda, Qui-Gon, Obi-Wan, Darth Sidious, entre outros, até chegar à posse de Luke Skywalker, e agora na nossa.
    Feito para parecer usado, suas páginas são recheadas de marcações e comentários de seus donos anteriores. E, isso enriquece sobremaneira a leitura! É muito legal, não só saber mais sobre os Jedis, Siths e o mundo de Star Wars, mas ler as opiniões de personagens consagrados escritas quando eles ainda eram aprendizes, traz uma proximidade muito gostosa a esses Cavaleiros.
     O livro é dividido em quatro partes. A primeira é introdutória, apresentando o Código Jedi, a história da Ordem e a Profecia do Escolhido.

"The Three Pillars of the Jedi - Force, Knowledge, and Self-Discipline (...)" - pg. 22

     A segunda parte é voltada para os Iniciados, a primeira fase de aprendizado, onde as crianças tocadas pela Força vão aprender a base da estrutura e dos ensinamentos Jedi.
     O foco da terceira parte é voltado para os Padawans, e junto com eles aprendemos sobre o controle da Força, armas Jedis, culturas avançadas, e muito mais.
     E, finalmente, após passar pelo Trial, a quarta parte é focada nos Cavaleiros Jedis, seus papéis e deveres, suas aptidões para áreas de atuações diferentes, conhecimento sobre a história dos Siths, entre inúmeras outras informações.
     O livro é cheio de belas figuras, diagramas e até desenhos de posições de combate com sabre de luz das sete formas reconhecidas.
     Bem rico e com tantas referências, esse manual é um prato cheio para qualquer amante da saga.


Meu exemplar

     Adorei a leitura e com certeza vai virar o meu manual.

Resenha originalmente publicada na minha estante no Skoob: Skoob - JuRodrigues - resenha 26515733

Ha det!